‘Nosso som não muda, e é disso que os fãs gostam’, diz líder do Motörhead
abril 16, 2009 por Nova FM
Banda inglesa apresenta o álbum ‘Motörizer’ em turnê pelo Brasil.
Em entrevista ao G1, Lemmy Kilmister fala sobre shows e videogame.
Tão conhecido pelo clássico “Ace of spades” quanto pelas verrugas em seu rosto, o baixista e vocalista Lemmy Kilmister, 63 anos, se mantém firme entre os ícones do rock. De volta ao Brasil à frente do Motörhead, ele garante que mesmo depois de mais de 30 anos o trio continua sendo a banda mais suja do rock ‘n’ roll.
“Se eu não achasse isso, não estaríamos na estrada até hoje. O Motörhead é uma banda simples, crua e tradicional. Somos muito orgulhosos da nossa trajetória. Nosso som não muda nem um pouco, os fãs gostam da gente do jeito que nós somos. Isso é o que nos mantém de pé, gravando material novo e viajando pelo mundo”, resume o músico em entrevista ao G1.
Depois de passar por Curitiba e Fortaleza, o Motörhead – que reúne ainda Phil Campbell na guitarra e Mikkey Dee na bateria – se apresenta no Recife nesta sexta (17), dentro da programação do Abril Pro Rock, e em São Paulo, sábado (18), no Via Funchal.
“Estamos promovendo o álbum ‘Motörizer’ (2008), e nos shows haverá ainda nossas músicas clássicas, como de costume. O Brasil é um país muito legal, temos integrantes brasileiros em nossa equipe. É quase como a nossa segunda casa há uns 20 anos. Por aí dá pra imaginar o quanto gostamos de nossos fãs brasileiros.”
Dono de um currículo de respeito – que inclui o emprego de roadie de Jimi Hendrix nos anos 60 – Lemmy jura que não tem receita ou “grande segredo” para manter a saúde em dia. “Eu apenas vivo a minha vida do mesmo jeito que sempre vivi. E sou muito feliz de ser quem sou.”
“Jimi era uma pessoa muito doce”, recorda. “Bom caráter, um cara legal. Tenho orgulho de ter tido a chance de trabalhar com um gênio da música como ele. Naquele tempo, tudo era absolutamente diferente. As garotas eram loucas por ele! A música nunca mais vai ter alguém como Jimi Hendrix.”
Sua mais recente façanha foi ter se tornado convidado especial no game “Guitar Hero Metallica”. “Quando fui convidado, fiquei muito satisfeito. É uma experiência nova e totalmente diferente para mim, estar num game com um monte de outros ícones famosos. E tenho de confessar: me ver como um músico virtual é realmente muito ‘cool’.”
Fonte: G1















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